NÃO TOQUE FOGO NA PÓLVORA

Publicado: 16 de janeiro de 2015 em Uncategorized

Um dos acontecimentos mais comuns na vida de qualquer pessoa, não só do cristão, está em passar por algum tipo de tentação. O objetivo da tentação é nos seduzir, nos oferecer vantagens, nos vender uma falsa ideia, despercebida por nós, de que podemos ser deuses de nós mesmos. Não foi simplesmente a beleza da fruta, do conhecimento do bem e do mal, que fez Eva comê-la. Mas tudo o que ilusoriamente Eva achava que poderia SER ao prová-la (Gêneses 3:1-6).
A tentação não é algo isolado que vem do acaso ou do nada, pelo contrário, ela precisa da pólvora para existir e isso nós temos arraigados em nosso íntimo mortal. Ao nos sentirmos tentados, identificamos em que área de nossa vida esta pólvora se encontra. 
Agora entendo o que o Diácono Nequinho, um senhor de idade que me contava belíssimas histórias da bíblia quando eu era novo convertido a fé cristã, me dizia: “A única coisa que se aproveita da tentação meu filho é o fato dela revelar em que área estamos mais doentes e que, por conta disso,  necessita de uma atenção especial da nossa parte para a cura em Cristo”. 

Em amor,
Gladyston Santana.

Nem tudo é ESCÂNDALO!

Publicado: 19 de novembro de 2014 em Uncategorized

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Passei muito tempo da minha vida escutando: “Cuidado para não escandalizar o evangelho de Cristo”, “Cuidado para não servir de pedra de tropeço para outras pessoas” e assim por diante… E olhe que fiz parte por muitos anos do ministério Batista tradicional, imagine se eu estivesse numa dessas igrejas pentecostais onde tudo é proibido (Conheço algumas poucas igrejas pentecostais que não agem desta forma)

Um dos textos usados para amedrontar é sempre aquele:

“mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” Mateus 18:7

“Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus”. 1 Coríntios 10:32

Nisto somos ensinados a ter medo de Deus e da igreja. Passamos a fazer uma leitura do que é certo ou errado a partir da ótica farisaica religiosa e logo concentramos nossos esforços em nos adequar ao sistema na tentativa de sermos aceitos por Deus. Muitos não conseguem e fracassam. E saem da Igreja ainda mais decepcionados com Deus. 

Um dia sai de bermudas, chinelo tipo havaianas e um violão nas mãos a fim de conversar com alguns viciados em álcool e prostituição. Entrava nos bares e falava com essas pessoas. Certa vez uma mulher se aproximou de mim e em prantos, depois de uma oração que fizemos ali,  e me disse:

– Não vou a Igreja há anos desde quando me colocaram para fora dela.

Intrigado perguntei:

– E porque uma igreja faria isso com você?

– Porque quando me decidi, ainda usava minhas roupas que uso para seduzir os homens aqui no meu trabalho (prostituição) e não tiveram paciência porque eu não tinha condições de me vestir adequadamente na Casa do Senhor. 

Não me interpretem mal, mas tive muita raiva desta igreja. Para igrejas deste tipo ou para pessoas que estão nas igrejas disfarçadas de cristãs e que pensam ser seguidoras da graça de Cristo, mas são lobos devoradores e fariseus apodrecidos é que esse texto as veste como uma luva: 

“Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus”. 1 Coríntios 10:32

São tantas bobagens ensinadas que na medida que os pobres, os gays, os desonestos, os viciados, as prostitutas, os tatuados, os divorciados e tantos outros são expulsos e discriminados na “igreja”, Cristo resolve sair também.  

“Conta a história que um pecador notório foi excluído e proibido de entrar na igreja. Ele levou as suas dores a Deus: – Eles não me deixam entrar, Senhor, porque sou pecador. 

– Do que é que você está reclamando? – Deus perguntou. – Eles também não me deixam entrar”. (“O Evangelho Maltrapilho” de Brennan Manning, pg. 30).

O único mandamento que devemos seguir como cristãos é esse: Amar o Senhor teu Deus de todo coração e ao teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22.37-39).

Não são as doutrinas estéticas, mesmo sendo “justificadas” com textos bíblicos que devemos seguir. Nenhuma lei é maior do que esse mandamento (em Mateus 22.37-39). Infelizmente, muitos estão tão preocupados em serem aceitos na igreja/instituição cumprindo religiosamente as leis e doutrinas humanas, que estão se afastando cada vez mais da graça de Cristo e sendo uma pedra de tropeço para muitos pecadores aceitarem o Senhor Jesus. 

Com amor,

Gladyston Santana

Venha com sua família e participe!

Publicado: 20 de outubro de 2014 em Uncategorized

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Quando resolvemos seguir inteiramente a Cristo nos deparamos com inúmeros desafios. Um dos desafios mais cansativos – creio eu – está em mudar os nossos velhos hábitos por atitudes que glorifiquem a Deus. Todos os homens e mulheres que seguiram ao Senhor sentiram na pele o desgaste de enfrentarem não a Satanás ( como se é pregado por aí ), mas o que havia de pior em si mesmos.

Um outro desafio que enfrentamos constante está em saber discernir se “tal” situação que apareceu em nossa vida para decidirmos é fruto da vontade de Deus ou não. Nos preocupamos em fazer a vontade de Deus, mas será que realmente temos a certeza de que a nossa escolha foi determinada pela VONTADE DE DEUS?

Recentemente conversei com um jovem pastor que expressou a sua alegria , misturada por uma preocupação, por ter recebido dois convites de duas Igrejas para pastorear. Uma Igreja era pequena, sem muito expressão, fica localizada numa cidadezinha do interior e oferecia um sustento de um salário mínimo mais casa pastoral. A outra tinha aproximadamente 400 membros, fica numa cidade promissora próxima de faculdades e oferecia um sustento para o pastor de 5 salários mínimos mais casa pastoral.

O que mais me impressionou foi a preocupação daquele futuro grande pastor: “Eu estou preocupado comigo. Tenho diante de mim uma Igreja pequena e outra grande. Meu coração está tendencioso a aceitar o convite da grande Igreja e não da pequena. E me preocupo em saber se irei fazer essa escolha baseado na vontade de Deus ou  na minha vontade de pastorear uma grande igreja que me proporcionará uma oportunidade de crescimento intelectual também, já que almejo muito fazer faculdade de psicologia”.

O coração daquele jovem me proporcionou um grande ensinamento óbvio que todo cristão precisa se preocupar antes de tomar qualquer decisão: Qual é a vontade de Deus para esta decisão que estou prestes a tomar?

Um dos problemas em descobrir a vontade de Deus é a pressa. Andamos tão apressados neste mundo capitalista que quase sempre não temos paciência em esperar para descobrir a doce e serena vontade de Deus.

Um outro problema é a nossa interpretação da situação. Queremos tanto que “aquilo” aconteça da forma que desejamos que mendigamos qualquer sinal “positivo” que nos apareça. Logo buscamos uma base bíblica para justificarmos a nossa escolha interpretando como sendo vontade de Deus.

Nos estudos que tenho dado nas células sobre vontade de Deus, gostaria de comparar dois textos bíblicos, um apresenta a vontade humana e o outro a vontade de Deus. Vejamos:

Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente (boa) aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.

Gênesis 3:6

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Romanos 12:2

A maneira que a mulher viu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal tem 3 qualidades: agradável, boa e desejável. A vontade de Deus também tem 3 qualidades: boa, agradável e perfeita. Só que com um final que faz toda a diferença, a nossa vontade termina com desejo, enquanto a vontade de Deus termina com perfeição. Embora sejam muito parecidas, sendo ambas boa e agradável, devemos sempre esperar fazer o teste final: “Se eu aceitar isso, glorificará o que é perfeito (Deus)?”, “Esta é a maneira perfeita que Deus quer que eu fale?”, “Este caminho que estou prestes a caminhar, apesar de ser bom e agradável é o caminho perfeito que me leva a Deus ou é apenas um motivo para alimentar os meus desejos?” E assim devemos fazer uma pergunta para qualquer decisão e o que é mais importante: esperar.

Devemos ter o cuidado para não atribuirmos a Deus as decisões que desejamos, ou seja, de fazermos das nossas vontades a vontade de Deus.

Em amor,

Gladyston

Você não é perfeito!

Publicado: 30 de agosto de 2014 em Uncategorized

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“Você não é perfeito!” Parece uma afirmação óbvia, mas não é. Quase sempre nos cobramos (talvez inconscientemente) uma perfeição em nossas atitudes que jamais teremos. Na verdade sabemos que nesta vida nada é perfeito, entretanto a imperfeição em nós nos incomoda. Isso porque a imperfeição revela a nossa vulnerabilidade, fragilidade e fraqueza. 

Para este sistema em que vivemos, o mundo não admite fracos. Numa entrevista para se conseguir um emprego, não percebemos ninguém contando suas fraquezas e seus vícios expondo desta forma suas fragilidades. Muito pelo contrário, é comum demonstrarmos o “melhor” de nós, mesmo que seja uma “mentira necessária” naquele momento para se conseguir o emprego. Não usamos desta “habilidade” em esconder nossa verdadeira personalidade apenas nestes momentos quando se está em jogo nossa conquista profissional, tentamos esconder nossa imperfeição sempre que ela aparece em alguma situação que tente revelar nossas vulnerabilidades. Na verdade tentamos nos “proteger” e acabamos demonstrando o que verdadeiramente NÃO SOMOS.

Usamos, por conta disso, máscaras de fortaleza, de intelectualidade, de ingenuidade, de orgulho, de santidade, de sabedoria, e de tantas outras, na tentativa desesperada e frustrada de fugirmos do que verdadeiramente somos, do que há de pior em nós que, se revelado, causará vergonha e nos colocará nos trilhos da fragilidade. 

Talvez isso explique o fato de muitos serem chamados e poucos escolhidos (Mateus 22.14). Creio que aceitar o evangelho de Cristo é abrir mão da “zona de conforto” que durante toda nossa vida criamos para nós e encararmos diariamente nossas próprias fraquezas e imperfeições. O evangelho é um chamado para se despir de qualquer fortaleza que criamos para andarmos pelados no meio de uma sociedade vestida de si mesmo. Fazer isso não é fácil. Só com a ajuda do Espírito Santo em nós conseguiremos.  

Admiro muito o apóstolo Paulo pela coragem de demonstrar sua fraqueza. Apesar de ser um Pastor, um líder, não economizava palavras quando o assunto era mostrar o quanto era frágil e imperfeito. 

Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza.
2 Coríntios 11:30

E é essa imperfeição que nos faz provarmos da Graça de Cristo. A Graça só se manifesta na vida de quem resolveu abandonar seus esforços em manter as aparências e “proteger” sua vulnerabilidade, afim de encarar sua própria fraqueza.

Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.
2 Coríntios 12:9

Rogo a Deus para que nós possamos entender e viver essa verdade e faço das palavras de Brennam Manning que escreveu o livro “O Evangelho Maltrapilho” – um dos livros mais excelentes sobre Graça que já li – as minhas palavras:

Deus não apenas me ama como eu sou, mas também me conhece como sou. Por causa disso não preciso aplicar maquiagem espiritual para fazer-me aceitável diante dele.

Com amor,

Gladyston Santana 

 

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“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”.
Provérbios 23:13-14

“Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo”.
Provérbios 13:24

“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”.
Provérbios 22:15

“A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe”.
Provérbios 29:15

Com amor,
Gladyston Santana

SEIS conselhos importantes para a Igreja

Publicado: 12 de julho de 2014 em Uncategorized

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1- Voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo.

2- Que o culto seja do povo e não dos dirigentes! Chega de “show”!

3- Por que pulpitocentrismo? Voltemos ao “Instruí-vos uns aos outros” (Colossenses 3:16).

4- Porque a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou ser uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens…” (Mateus 5: 16).

5- Chega de herodianos que vivem a namorar o poder, a vender a se e as ovelhas ao sistema corrupto e corruptor; voltemos à escola dos profetas que denunciam a injustiça e apresentam modelos de vida comunitária.

6- Saiamos do “metodologismo”. Voltemos a “ser como o vento, que sopra como quer, se ouve a sua voz mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai” (João 3:8).

Extraído do livro que li de Ariovaldo Ramos – Nossa Igreja Brasileira – no capítulo “Primeira parte – Uma análise”, na página 22 e 23.

Com amor,

Gladyston Santana

 

Enfrentando a Fogueira

Publicado: 23 de junho de 2014 em Uncategorized

Texto: Daniel 3.8-30

Breve história da fogueira:

A fogueira, no dia onde se comemora o “São” João [1], é de origem desconhecida, mas “Parece que vem do costume pagão de adorar seus deuses com fogueiras. Os druidas britânicos, segundo consta, adoravam Baal com fogos de artifício. Depois a Igreja Católica inventou a história que Isabel acendeu uma fogueira para avisar Maria que João tinha nascido. Outra lenda é que na comemoração deste dia, fogueiras espontâneas surgiram no alto dos montes” [2]. É comum relacionarmos a fogueira apenas ao ato religioso, já que nesta data aqui no Brasil, os Católicos Romanos acendem na intenção, pode-se dizer místico-religioso.

            Mas a fogueira não é algo apenas relacionado a isto, na história humana a fogueira era utilizada com diversos objetivos, “(…)  pena de morte[3].   

Falando sobre o texto:

Na Bíblia encontramos uma grande fogueira que foi acesa pelo rei Nabucodonosor usada como este “método de aplicação de pena de morte” para todos aqueles que não se ajoelhariam em adoração a sua imagem esculpida ao toque da “trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música” (Daniel 3.15), sendo queimados em público num ato de intimidação a todos os que rejeitassem ao seu decreto. Três jovens Hananias, Mizael e Azarias (Daniel 1.8) não se dobraram a esta imagem quando ouviram o toque e foram dedurados por alguns astrólogos do rei (Daniel 3.8). O rei mandou-os chamar a sua presença e ameaçou-lhes dizendo: Furioso, Nabucodonosor mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E assim que eles foram conduzidos à presença do rei, Nabucodonosor lhes disse: “É verdade, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vocês não prestam culto aos meus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandei erguer? Agora, porém, quando vocês ouvirem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se vocês se dispuserem a prostrar-se em terra e a adorar a imagem que eu fiz, será melhor para vocês. Mas, se não a adorarem, serão imediatamente atirados numa fornalha em chamas. E que deus poderá livrá-los das minhas mãos?”(Daniel 3.13-15).

            Mesmo sob ameaças da parte do próprio rei, não se dobraram (Daniel 3.16-18). Foram jogados na fornalha (fogueira) e para a surpresa de todos, inclusive do rei, eles simplesmente brincavam e passeavam andando pelo fogo, na presença de mais uma pessoa que, na descrição de Nabucodonosor, parecia “com um filho dos deuses” (Daniel 3.24-25).

            O que podemos aprender com esta história de fé, obediência e coragem destes três jovens que enfrentaram a fogueira e venceram, tudo para honrarem o Nome de Deus em suas vidas?

 Nem toda obediência a Deus nos levará para o lugar dos nossos sonhos

             O fato de terem que obedecer a Deus, o que lhes esperavam era a agitação do fogo aquecida pelo rei Nabucodonosor sete vezes mais. Nada era mais temível do que ter que encarar esta situação que custaria a vida deles. Mas resolveram obedecer a Deus apesar das consequências desta decisão.

            Ser cristão é viver em obediência a Deus, mesmo que pelo simples fato de obedecê-lo, custe a nossa própria vida (Lucas 14.26). Cristo ensinou esse princípio importante e fundamental para a vida de qualquer cristão, quando viveu aqui na Terra obedecendo a Deus em tudo o que fazia, com o objetivo de ser um canal de graça para outros (Filipenses 2.8).

É uma ilusão pensarmos que a obediência a Deus sempre nos levará para um lugar que sempre sonhamos estar. Nada disso! Obedecer a Deus pode nos levar para o paraíso, mas também pode nos conduzir para o deserto assim como foi com José sendo vendido pelos seus irmãos como escravo; com Jesus que foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado por Satanás (Mateus 4.1-11); com Oséias que foi orientado por Deus repassar a mensagem ao povo de Israel que seria conduzido a um passeio no deserto com Deus para lá ouvirem a Sua Voz (Oséias 2.14). O deserto é a fogueira que devemos enfrentar. Devemos ter em mente que sempre valerá a pena obedecer a Deus e frustrar nossas próprias vontades.

A pergunta que fazemos é: até que ponto estamos dispostos a arriscarmos nossos sonhos, nossa vida e vontades para obedecermos a uma ordem clara de Deus?

 Deus sempre estará conosco dentro da Fogueira

             Os Jovens que foram jogados na fogueira não estavam sozinhos, Deus estava no mesmo local, no centro da fogueira, andando com eles. Exatamente por isso que não devemos temer as dificuldades que nos esperam, a fogueira pode ser até aumentada sete vezes mais, mas nunca estaremos sozinhos como se Deus não se importasse conosco. O fato de Deus sair do seu Sublime Trono, deixando sua tranquilidade no Céu para passear no meio do fogo onde estava os seus filhos fiéis, é uma demonstração maravilhosa de que o Senhor estará sempre conosco nas lutas e tempestades que passamos, não olhando lá do céu, mas no meio do fogo que estamos enfrentando ao nosso lado. 

 Em Salmos 33.20 diz: “Nossa esperança está no Senhor; ele é o nosso auxílio e a nossa proteção”. E também de forma muito mais clara Deus nos fala em Salmo 91.4 o seguinte: “Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor”. 

 

* Gladyston P. de Santana, Pastor da Comunidade Vida Carpina/PE.

 

[1] Você encontrará um pouco da história do São João nos seguintes sites: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina), (http://novalianca.org.br/artigos/2006/5/qual-o-verdadeiro-significado-das-festas-juninas_429.html), (http://pibaararuama.blogspot.com.br/2009/06/o-verdadeiro-significado-das-festas.html).

[2] http://tempora-mores.blogspot.com.br/2014/06/sobre-festas-juninas.html?spref=fb

[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Fogueira

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A oração tem sido negligenciada. Passamos tanto tempo usando o Whatsapp, Facebook e Internet que não conseguimos administrar o nosso tempo para uma maior intimidade com Deus através da oração. Certa vez estava num restaurante e numa das mesas estava um grupo de mais ou menos uns 10 jovens. O quadro era o seguinte: todos sentados com seus celulares acessando alguma coisa, falando certamente pelo whatsapp e ninguém interagindo, todos calados. 

Difícil, mas é a triste realidade de hoje. Parece que cada vez mais as pessoas estão escolhendo interagir com outros usando  algum recurso virtual. Estamos mais dependentes da internet ou do celular do que dependentes de Deus. Para termos ideia, uma notícia da Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br) dizia assim no título: “Jovens Chineses são internados em clínicas para deixarem o vício em internet”. No site do Brasil Escola (http://www.brasilescola.com), li o seguinte: 

Existem casos de ciberviciados que morreram por permanecerem tempo de mais na frente do computador. Isso se deve ao fato de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência em uma determinada posição, etc., uma dessas doenças é a Trombose Venal Profunda, que pode evoluir para uma Embolia Pulmonar, e por fim levando o individuo a morte. Dados de uma pesquisa realizada por estudiosos norte-americanos revelam que de 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de internautas americanos sofrem deste mal.

O hospital das Clínicas de São Paulo numa recente pesquisa apontou que aproximadamente oito milhões de pessoas apresentam algum tipo de dependência virtual (ou rede) o que corresponde a 4% da população nacional.Estamos entregues a um mundo sem cheiro, sem toque e sem voz? O grande problema é que a voz profética da Igreja de Cristo está cada vez mais sendo silenciada por uma voz virtual. Usamos tanto o celular e a internet que imagino que o nosso coração está cada vez mais sendo afastado do coração de Deus. Oramos tão pouco que mal dá para percebermos Deus em nosso dia a dia.

A oração gera intimidade e relacionamento. E para termos um relacionamento verdadeiro precisamos investir tempo. Deus quer ser o Senhor do nosso tempo! Compartilhamos mais coisas da nossa vida nas redes sociais ou no whatsapp do que com Deus em nossa oração. Devemos aprender que muito tempo dedicado a oração na presença de Deus nos leva a conhecê-lo. Desta forma, uma oração apressada e superficial é o suficiente para não termos intimidade com Deus e sem intimidade com Ele, nossa vida cristã não tem poder nem autoridade espiritual. É uma vida vazia e religiosa.

Cristo tinha o hábito de orar sempre em todas as horas do seu dia. Jacó passou a noite inteira na presença de Deus no vale de Jaboque lutando com Ele. Moisés todas as vezes que armava o acampamento, colocava uma tenda do lado de fora onde todos os dias passava horas e mais horas conversando com Deus. Paulo orava de dia e de noite. Daniel orava três vezes ao dia, certamente precisou diminuir muitos assuntos importantes no seu dia para estar com Deus nos mesmos horários todos os dias. 

Os homens que mais plenamente manifestaram Cristo em seu caráter e que afetaram mais poderosamente o mundo em favor dele foram os homens que gastaram tanto tempo com Deus que fizeram disso uma característica notável em sua vida. Charles Simeon devotava-se a Deus das quatro às oito da manhã. O sr. Wesley passava duas horas diárias em oração. Começava as quatro da madrugada. John Fletcher manchava as paredes de seu quarto com o sopro de suas orações. Às vezes orava a noite toda. Lutero afirmou: ‘Se não gastar duas horas em oração todas as manhãs, o Diabo obtém sua vitória naquele dia. Tenho tantos afazeres que não consigo prosseguir sem passar três horas de oração, todos os dias’. Joseph Alleine levantava às quatro da madrugada e orava até as oito da manhã. Se ele ouvisse outros comerciantes ocupando-se de suas atividades antes  de levantar-se, exclamava: ‘Ah, como isso me envergonha! Meu Mestre não merece mais do que o mestre deles?'”.  (BOUNDS, O poder pela oração, pg. 34-35).

Precisamos fazer da oração o ministério mais importante da nossa vida. Sem uma vida de oração nossa vida fica sem unção. Uma pergunta é necessária: estamos investindo mais tempo em oração ou na internet e no celular? 

Nenhum homem pode fazer uma obra grandiosa e duradoura para Deus se não for um homem de oração; e nenhum homem pode ser um homem de oração se não devotar muito tempo à oração (BOUNDS, pg. 39).

 Com amor,

Gladyston Santana

 

 

Imagem Durante a minha vida cristã sempre aprendi que pastoreio é um dom. Sendo um dom, não cabe a nós determinarmos quem pode tê-lo ou não. Nem tão pouco é privilégio de homens e não de mulheres, isso porque, o “dom pastoral” ou seja, o dom de cuidar e alimentar as ovelhas de Cristo, não está condicionado ao sexo (seja ele feminino ou masculino).

Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. 1 Coríntios 12:4-6 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. Efésios 4:11-13

Efésios 4:11-13 inicia dizendo: “E Ele designou…”, definindo quem distribui e dá esses dons diversos que é o Espírito Santo. Não é papel da Igreja/instituição fazer esta definição. Claro que muitos colegas pastores e tantos outros não concordarão comigo e tem lá seus argumentos. Meu pastoreio não comunga com essa ideia distorcida da NÃO ordenação de mulheres ao ministério pastoral. Entendo eu que, as denominações que não aceitam a ordenação de mulheres não deveriam aceitar mulheres missionárias no campo. Conheço muitas missionárias que estão plantando igrejas destas mesmas denominações que não aceitam pastoras e, no entanto, elas estão pastoreando nos lugares onde nenhum “pastor” homem quer estar. Pelo que me consta só muda de nome de pastora para missionária, uma questão mais burocrática funcional estritamente humana do que bíblica.

É possível percebermos na Bíblia uma pintura centrada na imagem masculina. Não poderia ser diferente, já que o ambiente onde foi escrito a Bíblia focaliza a liderança masculina e ser guiado por uma mulher era inaceitável. Sendo assim, não vemos de forma exaustiva a liderança de mulheres na bíblia, dando entender que é mais uma questão cultural do que algo para ser seguido como uma regra na Igreja. O pastoreio não está ligado a função e nem tão pouco a ordenação. O Novo Testamento deixa claro a preocupação dos Apóstolos em pregar o pastoreio como um dom, uma dádiva dada pelo Espírito Santo a quem Ele escolheu para esta missão. Desta forma, a pessoa que tem o dom, simplesmente exerça-o! Como também ,é bom deixar claro, que no Novo Testamento, não há qualquer ligação entre o dom pastoral ao sexo exclusivamente masculino. O dom não faz distinção de sexos. Infelizmente quem faz essa distinção é a instituição com seus preceitos religiosamente machistas. O pastor Lourenço Stelio Rega (ORDENAÇÃO DE MULHERES AO PASTORADO – Notas teológicas e exegéticas) escreveu:

No Novo Testamento parece não haver indícios claros a ponto de termos de afirmar que alguém deva ser ordenado para algum ofício. Colin BROWN (1983, vol. III, p. 228) afirma que o Novo Testamento também nada diz a respeito da ordenação dos homens, no sentido de revesti-los de uma posição e autoridade que perdurem durante toda a vida. Ao falar do ministério o Novo Testamento ressalta os dons e as funções, que não se exercem necessariamente em toda situação eclesiástica específica (cf. 1 Co 12.4-3; Rm 12.4-8; Ef 4.11ss).

Que o Senhor continue nos ajudando a avançar para melhor nos aproximarmos do puro e verdadeiro evangelho de Cristo. Parabenizo a todas as mulheres que exercem o dom do pastoreio com amor e zelo ao evangelho de Cristo muito mais do que nós homens.

Com amor,

Gladyston Santana