Deus ama o divorciado!

Publicado: 25 de março de 2014 em Uncategorized

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Antes de ser condenado por alguns, preciso explicar aos queridos leitores que não sou a favor do divórcio. A bíblia é clara quanto a este assunto dizendo que Deus odeia esta prática (Malaquias 2:16). E há alguns textos que falam sobre o divórcio, como é o  caso de Mateus 5:31-32Marcos 10:1-121 Coríntios 7:1-14 e tantos outros. Estou ciente de cada um dos textos que a Bíblia fala acerca deste assunto.

Apesar de ter passado por uma amarga experiência de divórcio, coisa que não desejo para nenhuma pessoa, hoje tenho uma família abençoada, uma filha linda e pastoreio uma Comunidade promissora. Quem conhece a mim e minha esposa sabe que Deus nos confirmou desde o namoro, noivado e até o casamento. Foram experiências pessoais com Deus únicas que nos levaram ao altar. Hoje desfrutamos deste amor e promessa divina.

Mas vez por outra, sei que há pessoas e pastores que apesar de conversarem comigo, não consideram a minha experiência como sendo algo de Deus, nem tão pouco meu ministério já que sou um pastor divorciado que casou novamente. Procuro encarar isso de forma natural já que não posso mudar a mentalidade de ninguém. Já li muitos artigos e livros de autores conservadores que defendem o casamento e condenam o divorciado. A maioria destes escritores, quando trata de pastores divorciados, mostram sempre a parte negativa dos pastores que envergonham o evangelho casando 2, 3, 4 ou mais vezes. Que de fato não é compreensível. E quando falam da pessoa divorciada (leigos), entopem de textos contrários ao divórcio e que nunca deveriam se divorciar por mais que estivessem sofrendo, dando a entender que suas vidas estão na contramão da vontade de Deus de agora por diante. A impressão que se passa é que o divorciado sempre carregará uma dupla culpa onde parece que a graça de Cristo não é suficiente para restaurar: a culpa de ter se divorciado e a culpa de estar em pecado por casar novamente ou permanecer divorciado não se reconciliando com sua ex-esposa ou ex-esposo.

Por várias vezes tenho me deparado com muitos divorciados que estão sofrendo discriminação na igreja que são membros, Ops! nem podem ser mais membros. São impedidos de exercerem seus dons em algum ministério, muitos tiveram seus problemas expostos publicamente e hoje parecem ser tratados como os leprosos considerados impuros na época de Jesus. Fui procurado por um divorciado que está sofrendo em sua igreja desta maneira. Em prantos me revelou: “A igreja me discrimina só porque sou divorciado alegando que não tenho exemplos para ensinar, pregar ou para realizar qualquer trabalho para Deus, mas ironicamente, a Igreja mantem na liderança algumas pessoas que são “casadas”, porém seus casamentos já acabaram a muito tempo. Que exemplo estas pessoas tem para ensinar, pregar ou fazer a obra de Deus já que estão casados por conveniência?”.

Deus definitivamente não é a favor de hipocrisia, coisa que sempre condenou nas atitudes nojentas dos fariseus e religiosos em geral (Marcos 7:61 Timóteo 4:2). Tentar mostrar santidade sem vivência prática, é ser um sepulcro caiado (Mateus 23:27). São tantos os líderes hipócritas e igrejas vivenciando essa hipocrisia por culpa dos fariseus que dominam o universo religioso que, eles promovem essa doença chamada hipocrisia, nas pessoas que tem um casamento de fachada. Ouso a dizer, que há mais divorciados vivendo debaixo do mesmo teto do que divorciados que decidiram não viver uma hipocrisia.

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Não quero com isso estimular o divórcio. Mas minha intensão é repensarmos nossa atitude com muitos divorciados que, por conta do pecado e dureza do seu coração, sofreu um acidente de percurso e hoje estão sofrendo com os ferimentos graves ocasionados por este acidente, e que estão gemendo de dor todos os dias suplicando por alguém que possa amá-los como Cristo os amou e pacientemente seja um instrumento de graça curando as suas feridas.

Sinceramente, se você que está lendo é um divorciado, saiba que o divórcio não é o fim. Eu que o diga. Sou alguém como você, sofri um acidente de percurso muito sério como falei no início, sou um divorciado que sofreu o abandono, a escuridão que o próprio divórcio nos coloca dentro de nós e o julgamento ferrenho dos religiosos de plantão. Mas hoje reconstruí minha vida emocional, sentimental, espiritual e ministerial. Conheci Silvinha, uma cristã e esposa linda e maravilhosa com quem me casei. Estou pastoreando uma comunidade que vivencia o pastoreio mutuo e o verdadeiro amor cristão. Nunca me senti tão amado quanto hoje me sinto Comunidade Vida.

 O evangelho de Cristo existe, há pessoas e Igrejas que vivenciam isso. Entretanto, sou impelido a concordar com o escritor Brennan Manning, quando disse:

A Igreja institucional tornou-se alguém que inflige feridas nos que curam, em vez de ser alguém que cura os feridos. Dito sem rodeios: a igreja evangélica dos nossos dias aceita a graça na teoria, mas nega-se na prática.

Saiba que apesar disso, Jesus nunca nos abandou e é especialista em recomeçar.

Com amor,

Gladyston Santana

Onde pesquisei:

> Brennan Manning, “O evangelho maltrapilho”, pg. 15,16.

> http://www.bibliaon.com

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