Celebração e Sacrifício

Publicado: 17 de abril de 2014 em Uncategorized

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Quando fui procurar uma imagem no Google para postar sobre páscoa, apareceu centenas de imagens de ovos e coelhos. Isso não é diferente quando o Natal chega onde comemoramos o nascimento de Jesus, nas pesquisas aparece um velho gagá de barbas brancas, o “papai noel”.

Há uma tentativa na Páscoa e no Natal de mudar o foco do verdadeiro sentido. No Natal, a figura mais lembrada não é o aniversariante Jesus, mas o “bom velhinho”. Na Páscoa, data que agora estamos vivenciando, o sentido da morte e ressurreição de Cristo é substituída pela imagem de um coelho que nos oferece deliciosos ovos de chocolates. E esse apelo consumista constantemente evidenciado nesta época do ano, tem não só alcançado o nosso bolso, mas também o nosso coração. Trocamos a reflexão pelo paladar. Coisa “natural” em nosso tempo.

Páscoa tem a ver com celebração, não de ovos ou de coelhos, mas da nossa liberdade em Cristo Jesus por intermédio de seu sacrifício na cruz e ressurreição.

Aquele que não cometeu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus (2 Coríntios 5.21).

Os Judeus celebram esse dia como uma forma de gratidão a Deus por ter sido liberto da escravidão no Egito. Nós celebramos o sacrifício de Cristo na cruz em morrer em nosso lugar por amor e ao terceiro dia ressuscitar, nos dando assim o direito de sermos libertos da escravidão do pecado que lateja dentro de nós. Não somos mais escravos, sujeitos à obediência insana da nossa natureza humana decaída. Somos livres, mesmo que limitados e pecadores. 

Esta data não deve ser responsabilidade apenas da Igreja em lembrar o verdadeiro sentido da Páscoa através de uma programação especial no domingo a noite. A Páscoa deve ser uma atitude reflexiva e prática em nosso coração que se diz cristão. Deve ser uma continuação da nossa vivencia cristã durante todo o ano. Deve ser celebrada em nossa família, em nossa casa, em nosso trabalho ou faculdade. Deve ser transmitida através de nosso testemunho que vivencia esta liberdade transformadora deste Cristo real e amoroso que resolveu assumir o nosso lugar na cruz. 

Que possamos resgatar o verdadeiro sentido desta data e não sermos complacentes com esta visão diabólica e consumista de nosso tempo. Até os coelhos não botam ovos.  

Com amor,

Gladyston Santana

 

 

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