Arquivo de maio, 2014

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O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso. Madre Teresa de Calcuta

Admiro muito a história de vida e de amor de Madre Teresa de Calcutá. Esta frase acima, reflete bem qual era o verdadeiro ministério dela. Apesar de fazer parte de uma religião, a religiosidade não penetrou em seu coração. A intenção da religião pode até ser boa, conectar o que estava desconectado com o divino, mas Deus deixou claro que não é de competência da religião ligar o homem afastado por seus pecados ao seu Criador Deus. Diante das diversas propostas religiosas da época, Deus envia Cristo, não como fruto de uma ação conjugal humana, mas exclusivamente divina. 

Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito SantoMateus 1:18

Desta forma, como falam alguns teólogos, a escada da salvação que liga novamente o homem decaído a Deus veio do céu à Terra como um ato exclusivo de Deus. Não teve participação nenhuma do homem. Desta feita, a religião é uma criação humana e a religiosidade fruto desta religião. Os seguidores da religião, amantes do sistema religioso, não conseguem amar o ser humano e nem sabem lidar com o diferente. Estão em todas as Igrejas/denominacionais recriminando a festa proporcionada pela graça, a exemplo do filho religioso que ficou resmungando do lado de fora da festa seus direitos pelo esforço que fazia para ser aceito pelo seu Pai.

Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. “O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele! ’ Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’. Lucas 15:25-32

O religioso sempre tenta estragar a festa proporcionada pela Graça. Isso porque, um dos enganos de um religioso é pensar que seu trabalho e esforço para fazer a “obra” de Deus numa instituição religiosa o credencia a ter os olhares de Deus para recompensar a sua mais intensa dedicação. Um outro engano é achar que por trabalhar para Deus (evangelizar nas praças, nos ônibus, participar ativamente de todas as programações semanais da igreja, usar vestes apropriadas, se afastar de pessoas ímpias etc), promove no coração de Deus um amor especial, todo requintado em seu favor. Não, não, não! Deus fez festa para aquele que estava esquecido, no lamaçal do pecado, causado prejuízo financeiro e emocional para sua família, mas que resolveu voltar aos seus braços arrependido. Isso é graça! Que é totalmente incompreendida pela religiosidade. 

Definitivamente, não faz parte do dicionário religioso o termo graça, favor de Deus por alguém que não merece. Pode-se até pregar sobre graça, mas assim como os Atenienses cultuavam religiosamente ao DEUS DESCONHECIDO, os religiosos atuais falam da graça, mas a desconhecem.

Então o levaram a uma reunião do Areópago, onde lhe perguntaram: “Podemos saber que novo ensino é esse que você está anunciando? Você está nos apresentando algumas idéias estranhas, e queremos saber o que elas significam”. Todos os atenienses e estrangeiros que ali viviam não cuidavam de outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades. Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio. Atos dos Apóstolos 17:19-23

Enquanto Cristo diz que devemos amar o nosso próximo como amamos a nós mesmos (Mateus 22.39), o religioso “ama” todo aquele que entrar no sistema religioso. Por isso é tão fácil abandonar quem não conseguiu se vestir como eles, falar como eles, se dedicar a denominação como eles. Há uma luta incansável para colocar na mente do “decidido” as doutrinas pregadas pela denominação. 

A religiosidade tem aparência. A graça não. A moda da religiosidade parece ser confortável, mas quem decide vesti-la entra num sistema escravizador, visual e separativo. A graça simplesmente não tem moda, não é visual nem procura separar. Quem resolve vestir a graça, percebe que não há o que vestir, é preciso antes se despir. Quem encontra a graça, vive pelado, nu. Não há barganhas, não há exigências, não há cor a não ser a cor da própria pele. Somos todos iguais, únicos, apresentados diante de Deus como fomos formados, sem interferências humanas. Nos apresentamos do jeito que somos, já que a moda procura esconder os defeitos de quem veste. E aprendemos a sermos aceitos por Deus da forma que somos, e descobrimos o poder transformador da graça, em nos tornar melhores do que somos. Esse é o Deus que muitos religiosos desconhecem. Precisamos pregá-lo e nos despir para encontrarmos essa tão graciosa graça. 

Com amor,

Gladyston Santana

As mulas são mais inteligentes

Publicado: 5 de maio de 2014 em Uncategorized

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Inadmissível saber que um “boato” maldoso sobre uma mulher que sequestrava crianças para oferecê-las em rituais de magia negra levou um grupo de pessoas a fazerem justiça com suas próprias mãos. Essa mulher não resistiu aos golpes enfurecidos da população e morreu no hospital.

O mundo está cada vez mais insano. De repente você está caminhando tranquilamente por uma rua e um louco desconhecido grita apontando para você: “Esse cara aqui é um estuprador”. Não demora muito e aparecem vários outros malucos para pegá-lo e desejosos por “justiça”, promovem com suas próprias mãos um espetáculo injusto e sangrento.

Parece que a definição de Salomão em Provérbios 6.17, fazendo referência a pessoas deste tipo em sua época, torna-se cada vez mais real em nossos dias atuais. Pessoas como estas tem olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente”. 

Mas o que esperar de uma sociedade que trata os valores morais como esterco?

Absolutamente nada!

Por Gladyston Santana

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http://noticias.r7.com/fala-brasil/videos/morre-mulher-espancada-por-justiceiros-no-guaruja-sp-05052014

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2014/05/05/interna_brasil,502047/mulher-acusada-de-sequestrar-crianca-e-linchada-no-guaruja.shtml