Arquivo de setembro, 2014

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Quando resolvemos seguir inteiramente a Cristo nos deparamos com inúmeros desafios. Um dos desafios mais cansativos – creio eu – está em mudar os nossos velhos hábitos por atitudes que glorifiquem a Deus. Todos os homens e mulheres que seguiram ao Senhor sentiram na pele o desgaste de enfrentarem não a Satanás ( como se é pregado por aí ), mas o que havia de pior em si mesmos.

Um outro desafio que enfrentamos constante está em saber discernir se “tal” situação que apareceu em nossa vida para decidirmos é fruto da vontade de Deus ou não. Nos preocupamos em fazer a vontade de Deus, mas será que realmente temos a certeza de que a nossa escolha foi determinada pela VONTADE DE DEUS?

Recentemente conversei com um jovem pastor que expressou a sua alegria , misturada por uma preocupação, por ter recebido dois convites de duas Igrejas para pastorear. Uma Igreja era pequena, sem muito expressão, fica localizada numa cidadezinha do interior e oferecia um sustento de um salário mínimo mais casa pastoral. A outra tinha aproximadamente 400 membros, fica numa cidade promissora próxima de faculdades e oferecia um sustento para o pastor de 5 salários mínimos mais casa pastoral.

O que mais me impressionou foi a preocupação daquele futuro grande pastor: “Eu estou preocupado comigo. Tenho diante de mim uma Igreja pequena e outra grande. Meu coração está tendencioso a aceitar o convite da grande Igreja e não da pequena. E me preocupo em saber se irei fazer essa escolha baseado na vontade de Deus ou  na minha vontade de pastorear uma grande igreja que me proporcionará uma oportunidade de crescimento intelectual também, já que almejo muito fazer faculdade de psicologia”.

O coração daquele jovem me proporcionou um grande ensinamento óbvio que todo cristão precisa se preocupar antes de tomar qualquer decisão: Qual é a vontade de Deus para esta decisão que estou prestes a tomar?

Um dos problemas em descobrir a vontade de Deus é a pressa. Andamos tão apressados neste mundo capitalista que quase sempre não temos paciência em esperar para descobrir a doce e serena vontade de Deus.

Um outro problema é a nossa interpretação da situação. Queremos tanto que “aquilo” aconteça da forma que desejamos que mendigamos qualquer sinal “positivo” que nos apareça. Logo buscamos uma base bíblica para justificarmos a nossa escolha interpretando como sendo vontade de Deus.

Nos estudos que tenho dado nas células sobre vontade de Deus, gostaria de comparar dois textos bíblicos, um apresenta a vontade humana e o outro a vontade de Deus. Vejamos:

Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente (boa) aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.

Gênesis 3:6

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Romanos 12:2

A maneira que a mulher viu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal tem 3 qualidades: agradável, boa e desejável. A vontade de Deus também tem 3 qualidades: boa, agradável e perfeita. Só que com um final que faz toda a diferença, a nossa vontade termina com desejo, enquanto a vontade de Deus termina com perfeição. Embora sejam muito parecidas, sendo ambas boa e agradável, devemos sempre esperar fazer o teste final: “Se eu aceitar isso, glorificará o que é perfeito (Deus)?”, “Esta é a maneira perfeita que Deus quer que eu fale?”, “Este caminho que estou prestes a caminhar, apesar de ser bom e agradável é o caminho perfeito que me leva a Deus ou é apenas um motivo para alimentar os meus desejos?” E assim devemos fazer uma pergunta para qualquer decisão e o que é mais importante: esperar.

Devemos ter o cuidado para não atribuirmos a Deus as decisões que desejamos, ou seja, de fazermos das nossas vontades a vontade de Deus.

Em amor,

Gladyston