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NÃO TOQUE FOGO NA PÓLVORA

Publicado: 16 de janeiro de 2015 em Uncategorized

Um dos acontecimentos mais comuns na vida de qualquer pessoa, não só do cristão, está em passar por algum tipo de tentação. O objetivo da tentação é nos seduzir, nos oferecer vantagens, nos vender uma falsa ideia, despercebida por nós, de que podemos ser deuses de nós mesmos. Não foi simplesmente a beleza da fruta, do conhecimento do bem e do mal, que fez Eva comê-la. Mas tudo o que ilusoriamente Eva achava que poderia SER ao prová-la (Gêneses 3:1-6).
A tentação não é algo isolado que vem do acaso ou do nada, pelo contrário, ela precisa da pólvora para existir e isso nós temos arraigados em nosso íntimo mortal. Ao nos sentirmos tentados, identificamos em que área de nossa vida esta pólvora se encontra. 
Agora entendo o que o Diácono Nequinho, um senhor de idade que me contava belíssimas histórias da bíblia quando eu era novo convertido a fé cristã, me dizia: “A única coisa que se aproveita da tentação meu filho é o fato dela revelar em que área estamos mais doentes e que, por conta disso,  necessita de uma atenção especial da nossa parte para a cura em Cristo”. 

Em amor,
Gladyston Santana.

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Nem tudo é ESCÂNDALO!

Publicado: 19 de novembro de 2014 em Uncategorized

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Passei muito tempo da minha vida escutando: “Cuidado para não escandalizar o evangelho de Cristo”, “Cuidado para não servir de pedra de tropeço para outras pessoas” e assim por diante… E olhe que fiz parte por muitos anos do ministério Batista tradicional, imagine se eu estivesse numa dessas igrejas pentecostais onde tudo é proibido (Conheço algumas poucas igrejas pentecostais que não agem desta forma)

Um dos textos usados para amedrontar é sempre aquele:

“mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” Mateus 18:7

“Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus”. 1 Coríntios 10:32

Nisto somos ensinados a ter medo de Deus e da igreja. Passamos a fazer uma leitura do que é certo ou errado a partir da ótica farisaica religiosa e logo concentramos nossos esforços em nos adequar ao sistema na tentativa de sermos aceitos por Deus. Muitos não conseguem e fracassam. E saem da Igreja ainda mais decepcionados com Deus. 

Um dia sai de bermudas, chinelo tipo havaianas e um violão nas mãos a fim de conversar com alguns viciados em álcool e prostituição. Entrava nos bares e falava com essas pessoas. Certa vez uma mulher se aproximou de mim e em prantos, depois de uma oração que fizemos ali,  e me disse:

– Não vou a Igreja há anos desde quando me colocaram para fora dela.

Intrigado perguntei:

– E porque uma igreja faria isso com você?

– Porque quando me decidi, ainda usava minhas roupas que uso para seduzir os homens aqui no meu trabalho (prostituição) e não tiveram paciência porque eu não tinha condições de me vestir adequadamente na Casa do Senhor. 

Não me interpretem mal, mas tive muita raiva desta igreja. Para igrejas deste tipo ou para pessoas que estão nas igrejas disfarçadas de cristãs e que pensam ser seguidoras da graça de Cristo, mas são lobos devoradores e fariseus apodrecidos é que esse texto as veste como uma luva: 

“Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus”. 1 Coríntios 10:32

São tantas bobagens ensinadas que na medida que os pobres, os gays, os desonestos, os viciados, as prostitutas, os tatuados, os divorciados e tantos outros são expulsos e discriminados na “igreja”, Cristo resolve sair também.  

“Conta a história que um pecador notório foi excluído e proibido de entrar na igreja. Ele levou as suas dores a Deus: – Eles não me deixam entrar, Senhor, porque sou pecador. 

– Do que é que você está reclamando? – Deus perguntou. – Eles também não me deixam entrar”. (“O Evangelho Maltrapilho” de Brennan Manning, pg. 30).

O único mandamento que devemos seguir como cristãos é esse: Amar o Senhor teu Deus de todo coração e ao teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22.37-39).

Não são as doutrinas estéticas, mesmo sendo “justificadas” com textos bíblicos que devemos seguir. Nenhuma lei é maior do que esse mandamento (em Mateus 22.37-39). Infelizmente, muitos estão tão preocupados em serem aceitos na igreja/instituição cumprindo religiosamente as leis e doutrinas humanas, que estão se afastando cada vez mais da graça de Cristo e sendo uma pedra de tropeço para muitos pecadores aceitarem o Senhor Jesus. 

Com amor,

Gladyston Santana

Venha com sua família e participe!

Publicado: 20 de outubro de 2014 em Uncategorized

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Quando resolvemos seguir inteiramente a Cristo nos deparamos com inúmeros desafios. Um dos desafios mais cansativos – creio eu – está em mudar os nossos velhos hábitos por atitudes que glorifiquem a Deus. Todos os homens e mulheres que seguiram ao Senhor sentiram na pele o desgaste de enfrentarem não a Satanás ( como se é pregado por aí ), mas o que havia de pior em si mesmos.

Um outro desafio que enfrentamos constante está em saber discernir se “tal” situação que apareceu em nossa vida para decidirmos é fruto da vontade de Deus ou não. Nos preocupamos em fazer a vontade de Deus, mas será que realmente temos a certeza de que a nossa escolha foi determinada pela VONTADE DE DEUS?

Recentemente conversei com um jovem pastor que expressou a sua alegria , misturada por uma preocupação, por ter recebido dois convites de duas Igrejas para pastorear. Uma Igreja era pequena, sem muito expressão, fica localizada numa cidadezinha do interior e oferecia um sustento de um salário mínimo mais casa pastoral. A outra tinha aproximadamente 400 membros, fica numa cidade promissora próxima de faculdades e oferecia um sustento para o pastor de 5 salários mínimos mais casa pastoral.

O que mais me impressionou foi a preocupação daquele futuro grande pastor: “Eu estou preocupado comigo. Tenho diante de mim uma Igreja pequena e outra grande. Meu coração está tendencioso a aceitar o convite da grande Igreja e não da pequena. E me preocupo em saber se irei fazer essa escolha baseado na vontade de Deus ou  na minha vontade de pastorear uma grande igreja que me proporcionará uma oportunidade de crescimento intelectual também, já que almejo muito fazer faculdade de psicologia”.

O coração daquele jovem me proporcionou um grande ensinamento óbvio que todo cristão precisa se preocupar antes de tomar qualquer decisão: Qual é a vontade de Deus para esta decisão que estou prestes a tomar?

Um dos problemas em descobrir a vontade de Deus é a pressa. Andamos tão apressados neste mundo capitalista que quase sempre não temos paciência em esperar para descobrir a doce e serena vontade de Deus.

Um outro problema é a nossa interpretação da situação. Queremos tanto que “aquilo” aconteça da forma que desejamos que mendigamos qualquer sinal “positivo” que nos apareça. Logo buscamos uma base bíblica para justificarmos a nossa escolha interpretando como sendo vontade de Deus.

Nos estudos que tenho dado nas células sobre vontade de Deus, gostaria de comparar dois textos bíblicos, um apresenta a vontade humana e o outro a vontade de Deus. Vejamos:

Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente (boa) aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.

Gênesis 3:6

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Romanos 12:2

A maneira que a mulher viu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal tem 3 qualidades: agradável, boa e desejável. A vontade de Deus também tem 3 qualidades: boa, agradável e perfeita. Só que com um final que faz toda a diferença, a nossa vontade termina com desejo, enquanto a vontade de Deus termina com perfeição. Embora sejam muito parecidas, sendo ambas boa e agradável, devemos sempre esperar fazer o teste final: “Se eu aceitar isso, glorificará o que é perfeito (Deus)?”, “Esta é a maneira perfeita que Deus quer que eu fale?”, “Este caminho que estou prestes a caminhar, apesar de ser bom e agradável é o caminho perfeito que me leva a Deus ou é apenas um motivo para alimentar os meus desejos?” E assim devemos fazer uma pergunta para qualquer decisão e o que é mais importante: esperar.

Devemos ter o cuidado para não atribuirmos a Deus as decisões que desejamos, ou seja, de fazermos das nossas vontades a vontade de Deus.

Em amor,

Gladyston

Você não é perfeito!

Publicado: 30 de agosto de 2014 em Uncategorized

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“Você não é perfeito!” Parece uma afirmação óbvia, mas não é. Quase sempre nos cobramos (talvez inconscientemente) uma perfeição em nossas atitudes que jamais teremos. Na verdade sabemos que nesta vida nada é perfeito, entretanto a imperfeição em nós nos incomoda. Isso porque a imperfeição revela a nossa vulnerabilidade, fragilidade e fraqueza. 

Para este sistema em que vivemos, o mundo não admite fracos. Numa entrevista para se conseguir um emprego, não percebemos ninguém contando suas fraquezas e seus vícios expondo desta forma suas fragilidades. Muito pelo contrário, é comum demonstrarmos o “melhor” de nós, mesmo que seja uma “mentira necessária” naquele momento para se conseguir o emprego. Não usamos desta “habilidade” em esconder nossa verdadeira personalidade apenas nestes momentos quando se está em jogo nossa conquista profissional, tentamos esconder nossa imperfeição sempre que ela aparece em alguma situação que tente revelar nossas vulnerabilidades. Na verdade tentamos nos “proteger” e acabamos demonstrando o que verdadeiramente NÃO SOMOS.

Usamos, por conta disso, máscaras de fortaleza, de intelectualidade, de ingenuidade, de orgulho, de santidade, de sabedoria, e de tantas outras, na tentativa desesperada e frustrada de fugirmos do que verdadeiramente somos, do que há de pior em nós que, se revelado, causará vergonha e nos colocará nos trilhos da fragilidade. 

Talvez isso explique o fato de muitos serem chamados e poucos escolhidos (Mateus 22.14). Creio que aceitar o evangelho de Cristo é abrir mão da “zona de conforto” que durante toda nossa vida criamos para nós e encararmos diariamente nossas próprias fraquezas e imperfeições. O evangelho é um chamado para se despir de qualquer fortaleza que criamos para andarmos pelados no meio de uma sociedade vestida de si mesmo. Fazer isso não é fácil. Só com a ajuda do Espírito Santo em nós conseguiremos.  

Admiro muito o apóstolo Paulo pela coragem de demonstrar sua fraqueza. Apesar de ser um Pastor, um líder, não economizava palavras quando o assunto era mostrar o quanto era frágil e imperfeito. 

Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza.
2 Coríntios 11:30

E é essa imperfeição que nos faz provarmos da Graça de Cristo. A Graça só se manifesta na vida de quem resolveu abandonar seus esforços em manter as aparências e “proteger” sua vulnerabilidade, afim de encarar sua própria fraqueza.

Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.
2 Coríntios 12:9

Rogo a Deus para que nós possamos entender e viver essa verdade e faço das palavras de Brennam Manning que escreveu o livro “O Evangelho Maltrapilho” – um dos livros mais excelentes sobre Graça que já li – as minhas palavras:

Deus não apenas me ama como eu sou, mas também me conhece como sou. Por causa disso não preciso aplicar maquiagem espiritual para fazer-me aceitável diante dele.

Com amor,

Gladyston Santana 

 

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“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”.
Provérbios 23:13-14

“Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo”.
Provérbios 13:24

“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”.
Provérbios 22:15

“A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe”.
Provérbios 29:15

Com amor,
Gladyston Santana

SEIS conselhos importantes para a Igreja

Publicado: 12 de julho de 2014 em Uncategorized

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1- Voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo.

2- Que o culto seja do povo e não dos dirigentes! Chega de “show”!

3- Por que pulpitocentrismo? Voltemos ao “Instruí-vos uns aos outros” (Colossenses 3:16).

4- Porque a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou ser uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens…” (Mateus 5: 16).

5- Chega de herodianos que vivem a namorar o poder, a vender a se e as ovelhas ao sistema corrupto e corruptor; voltemos à escola dos profetas que denunciam a injustiça e apresentam modelos de vida comunitária.

6- Saiamos do “metodologismo”. Voltemos a “ser como o vento, que sopra como quer, se ouve a sua voz mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai” (João 3:8).

Extraído do livro que li de Ariovaldo Ramos – Nossa Igreja Brasileira – no capítulo “Primeira parte – Uma análise”, na página 22 e 23.

Com amor,

Gladyston Santana