Enfrentando a Fogueira

Publicado: 23 de junho de 2014 em Uncategorized

Texto: Daniel 3.8-30

Breve história da fogueira:

A fogueira, no dia onde se comemora o “São” João [1], é de origem desconhecida, mas “Parece que vem do costume pagão de adorar seus deuses com fogueiras. Os druidas britânicos, segundo consta, adoravam Baal com fogos de artifício. Depois a Igreja Católica inventou a história que Isabel acendeu uma fogueira para avisar Maria que João tinha nascido. Outra lenda é que na comemoração deste dia, fogueiras espontâneas surgiram no alto dos montes” [2]. É comum relacionarmos a fogueira apenas ao ato religioso, já que nesta data aqui no Brasil, os Católicos Romanos acendem na intenção, pode-se dizer místico-religioso.

            Mas a fogueira não é algo apenas relacionado a isto, na história humana a fogueira era utilizada com diversos objetivos, “(…)  pena de morte[3].   

Falando sobre o texto:

Na Bíblia encontramos uma grande fogueira que foi acesa pelo rei Nabucodonosor usada como este “método de aplicação de pena de morte” para todos aqueles que não se ajoelhariam em adoração a sua imagem esculpida ao toque da “trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música” (Daniel 3.15), sendo queimados em público num ato de intimidação a todos os que rejeitassem ao seu decreto. Três jovens Hananias, Mizael e Azarias (Daniel 1.8) não se dobraram a esta imagem quando ouviram o toque e foram dedurados por alguns astrólogos do rei (Daniel 3.8). O rei mandou-os chamar a sua presença e ameaçou-lhes dizendo: Furioso, Nabucodonosor mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E assim que eles foram conduzidos à presença do rei, Nabucodonosor lhes disse: “É verdade, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vocês não prestam culto aos meus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandei erguer? Agora, porém, quando vocês ouvirem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se vocês se dispuserem a prostrar-se em terra e a adorar a imagem que eu fiz, será melhor para vocês. Mas, se não a adorarem, serão imediatamente atirados numa fornalha em chamas. E que deus poderá livrá-los das minhas mãos?”(Daniel 3.13-15).

            Mesmo sob ameaças da parte do próprio rei, não se dobraram (Daniel 3.16-18). Foram jogados na fornalha (fogueira) e para a surpresa de todos, inclusive do rei, eles simplesmente brincavam e passeavam andando pelo fogo, na presença de mais uma pessoa que, na descrição de Nabucodonosor, parecia “com um filho dos deuses” (Daniel 3.24-25).

            O que podemos aprender com esta história de fé, obediência e coragem destes três jovens que enfrentaram a fogueira e venceram, tudo para honrarem o Nome de Deus em suas vidas?

 Nem toda obediência a Deus nos levará para o lugar dos nossos sonhos

             O fato de terem que obedecer a Deus, o que lhes esperavam era a agitação do fogo aquecida pelo rei Nabucodonosor sete vezes mais. Nada era mais temível do que ter que encarar esta situação que custaria a vida deles. Mas resolveram obedecer a Deus apesar das consequências desta decisão.

            Ser cristão é viver em obediência a Deus, mesmo que pelo simples fato de obedecê-lo, custe a nossa própria vida (Lucas 14.26). Cristo ensinou esse princípio importante e fundamental para a vida de qualquer cristão, quando viveu aqui na Terra obedecendo a Deus em tudo o que fazia, com o objetivo de ser um canal de graça para outros (Filipenses 2.8).

É uma ilusão pensarmos que a obediência a Deus sempre nos levará para um lugar que sempre sonhamos estar. Nada disso! Obedecer a Deus pode nos levar para o paraíso, mas também pode nos conduzir para o deserto assim como foi com José sendo vendido pelos seus irmãos como escravo; com Jesus que foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado por Satanás (Mateus 4.1-11); com Oséias que foi orientado por Deus repassar a mensagem ao povo de Israel que seria conduzido a um passeio no deserto com Deus para lá ouvirem a Sua Voz (Oséias 2.14). O deserto é a fogueira que devemos enfrentar. Devemos ter em mente que sempre valerá a pena obedecer a Deus e frustrar nossas próprias vontades.

A pergunta que fazemos é: até que ponto estamos dispostos a arriscarmos nossos sonhos, nossa vida e vontades para obedecermos a uma ordem clara de Deus?

 Deus sempre estará conosco dentro da Fogueira

             Os Jovens que foram jogados na fogueira não estavam sozinhos, Deus estava no mesmo local, no centro da fogueira, andando com eles. Exatamente por isso que não devemos temer as dificuldades que nos esperam, a fogueira pode ser até aumentada sete vezes mais, mas nunca estaremos sozinhos como se Deus não se importasse conosco. O fato de Deus sair do seu Sublime Trono, deixando sua tranquilidade no Céu para passear no meio do fogo onde estava os seus filhos fiéis, é uma demonstração maravilhosa de que o Senhor estará sempre conosco nas lutas e tempestades que passamos, não olhando lá do céu, mas no meio do fogo que estamos enfrentando ao nosso lado. 

 Em Salmos 33.20 diz: “Nossa esperança está no Senhor; ele é o nosso auxílio e a nossa proteção”. E também de forma muito mais clara Deus nos fala em Salmo 91.4 o seguinte: “Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor”. 

 

* Gladyston P. de Santana, Pastor da Comunidade Vida Carpina/PE.

 

[1] Você encontrará um pouco da história do São João nos seguintes sites: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina), (http://novalianca.org.br/artigos/2006/5/qual-o-verdadeiro-significado-das-festas-juninas_429.html), (http://pibaararuama.blogspot.com.br/2009/06/o-verdadeiro-significado-das-festas.html).

[2] http://tempora-mores.blogspot.com.br/2014/06/sobre-festas-juninas.html?spref=fb

[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Fogueira

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A oração tem sido negligenciada. Passamos tanto tempo usando o Whatsapp, Facebook e Internet que não conseguimos administrar o nosso tempo para uma maior intimidade com Deus através da oração. Certa vez estava num restaurante e numa das mesas estava um grupo de mais ou menos uns 10 jovens. O quadro era o seguinte: todos sentados com seus celulares acessando alguma coisa, falando certamente pelo whatsapp e ninguém interagindo, todos calados. 

Difícil, mas é a triste realidade de hoje. Parece que cada vez mais as pessoas estão escolhendo interagir com outros usando  algum recurso virtual. Estamos mais dependentes da internet ou do celular do que dependentes de Deus. Para termos ideia, uma notícia da Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br) dizia assim no título: “Jovens Chineses são internados em clínicas para deixarem o vício em internet”. No site do Brasil Escola (http://www.brasilescola.com), li o seguinte: 

Existem casos de ciberviciados que morreram por permanecerem tempo de mais na frente do computador. Isso se deve ao fato de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência em uma determinada posição, etc., uma dessas doenças é a Trombose Venal Profunda, que pode evoluir para uma Embolia Pulmonar, e por fim levando o individuo a morte. Dados de uma pesquisa realizada por estudiosos norte-americanos revelam que de 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de internautas americanos sofrem deste mal.

O hospital das Clínicas de São Paulo numa recente pesquisa apontou que aproximadamente oito milhões de pessoas apresentam algum tipo de dependência virtual (ou rede) o que corresponde a 4% da população nacional.Estamos entregues a um mundo sem cheiro, sem toque e sem voz? O grande problema é que a voz profética da Igreja de Cristo está cada vez mais sendo silenciada por uma voz virtual. Usamos tanto o celular e a internet que imagino que o nosso coração está cada vez mais sendo afastado do coração de Deus. Oramos tão pouco que mal dá para percebermos Deus em nosso dia a dia.

A oração gera intimidade e relacionamento. E para termos um relacionamento verdadeiro precisamos investir tempo. Deus quer ser o Senhor do nosso tempo! Compartilhamos mais coisas da nossa vida nas redes sociais ou no whatsapp do que com Deus em nossa oração. Devemos aprender que muito tempo dedicado a oração na presença de Deus nos leva a conhecê-lo. Desta forma, uma oração apressada e superficial é o suficiente para não termos intimidade com Deus e sem intimidade com Ele, nossa vida cristã não tem poder nem autoridade espiritual. É uma vida vazia e religiosa.

Cristo tinha o hábito de orar sempre em todas as horas do seu dia. Jacó passou a noite inteira na presença de Deus no vale de Jaboque lutando com Ele. Moisés todas as vezes que armava o acampamento, colocava uma tenda do lado de fora onde todos os dias passava horas e mais horas conversando com Deus. Paulo orava de dia e de noite. Daniel orava três vezes ao dia, certamente precisou diminuir muitos assuntos importantes no seu dia para estar com Deus nos mesmos horários todos os dias. 

Os homens que mais plenamente manifestaram Cristo em seu caráter e que afetaram mais poderosamente o mundo em favor dele foram os homens que gastaram tanto tempo com Deus que fizeram disso uma característica notável em sua vida. Charles Simeon devotava-se a Deus das quatro às oito da manhã. O sr. Wesley passava duas horas diárias em oração. Começava as quatro da madrugada. John Fletcher manchava as paredes de seu quarto com o sopro de suas orações. Às vezes orava a noite toda. Lutero afirmou: ‘Se não gastar duas horas em oração todas as manhãs, o Diabo obtém sua vitória naquele dia. Tenho tantos afazeres que não consigo prosseguir sem passar três horas de oração, todos os dias’. Joseph Alleine levantava às quatro da madrugada e orava até as oito da manhã. Se ele ouvisse outros comerciantes ocupando-se de suas atividades antes  de levantar-se, exclamava: ‘Ah, como isso me envergonha! Meu Mestre não merece mais do que o mestre deles?'”.  (BOUNDS, O poder pela oração, pg. 34-35).

Precisamos fazer da oração o ministério mais importante da nossa vida. Sem uma vida de oração nossa vida fica sem unção. Uma pergunta é necessária: estamos investindo mais tempo em oração ou na internet e no celular? 

Nenhum homem pode fazer uma obra grandiosa e duradoura para Deus se não for um homem de oração; e nenhum homem pode ser um homem de oração se não devotar muito tempo à oração (BOUNDS, pg. 39).

 Com amor,

Gladyston Santana

 

 

Imagem Durante a minha vida cristã sempre aprendi que pastoreio é um dom. Sendo um dom, não cabe a nós determinarmos quem pode tê-lo ou não. Nem tão pouco é privilégio de homens e não de mulheres, isso porque, o “dom pastoral” ou seja, o dom de cuidar e alimentar as ovelhas de Cristo, não está condicionado ao sexo (seja ele feminino ou masculino).

Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. 1 Coríntios 12:4-6 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. Efésios 4:11-13

Efésios 4:11-13 inicia dizendo: “E Ele designou…”, definindo quem distribui e dá esses dons diversos que é o Espírito Santo. Não é papel da Igreja/instituição fazer esta definição. Claro que muitos colegas pastores e tantos outros não concordarão comigo e tem lá seus argumentos. Meu pastoreio não comunga com essa ideia distorcida da NÃO ordenação de mulheres ao ministério pastoral. Entendo eu que, as denominações que não aceitam a ordenação de mulheres não deveriam aceitar mulheres missionárias no campo. Conheço muitas missionárias que estão plantando igrejas destas mesmas denominações que não aceitam pastoras e, no entanto, elas estão pastoreando nos lugares onde nenhum “pastor” homem quer estar. Pelo que me consta só muda de nome de pastora para missionária, uma questão mais burocrática funcional estritamente humana do que bíblica.

É possível percebermos na Bíblia uma pintura centrada na imagem masculina. Não poderia ser diferente, já que o ambiente onde foi escrito a Bíblia focaliza a liderança masculina e ser guiado por uma mulher era inaceitável. Sendo assim, não vemos de forma exaustiva a liderança de mulheres na bíblia, dando entender que é mais uma questão cultural do que algo para ser seguido como uma regra na Igreja. O pastoreio não está ligado a função e nem tão pouco a ordenação. O Novo Testamento deixa claro a preocupação dos Apóstolos em pregar o pastoreio como um dom, uma dádiva dada pelo Espírito Santo a quem Ele escolheu para esta missão. Desta forma, a pessoa que tem o dom, simplesmente exerça-o! Como também ,é bom deixar claro, que no Novo Testamento, não há qualquer ligação entre o dom pastoral ao sexo exclusivamente masculino. O dom não faz distinção de sexos. Infelizmente quem faz essa distinção é a instituição com seus preceitos religiosamente machistas. O pastor Lourenço Stelio Rega (ORDENAÇÃO DE MULHERES AO PASTORADO – Notas teológicas e exegéticas) escreveu:

No Novo Testamento parece não haver indícios claros a ponto de termos de afirmar que alguém deva ser ordenado para algum ofício. Colin BROWN (1983, vol. III, p. 228) afirma que o Novo Testamento também nada diz a respeito da ordenação dos homens, no sentido de revesti-los de uma posição e autoridade que perdurem durante toda a vida. Ao falar do ministério o Novo Testamento ressalta os dons e as funções, que não se exercem necessariamente em toda situação eclesiástica específica (cf. 1 Co 12.4-3; Rm 12.4-8; Ef 4.11ss).

Que o Senhor continue nos ajudando a avançar para melhor nos aproximarmos do puro e verdadeiro evangelho de Cristo. Parabenizo a todas as mulheres que exercem o dom do pastoreio com amor e zelo ao evangelho de Cristo muito mais do que nós homens.

Com amor,

Gladyston Santana

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O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso. Madre Teresa de Calcuta

Admiro muito a história de vida e de amor de Madre Teresa de Calcutá. Esta frase acima, reflete bem qual era o verdadeiro ministério dela. Apesar de fazer parte de uma religião, a religiosidade não penetrou em seu coração. A intenção da religião pode até ser boa, conectar o que estava desconectado com o divino, mas Deus deixou claro que não é de competência da religião ligar o homem afastado por seus pecados ao seu Criador Deus. Diante das diversas propostas religiosas da época, Deus envia Cristo, não como fruto de uma ação conjugal humana, mas exclusivamente divina. 

Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito SantoMateus 1:18

Desta forma, como falam alguns teólogos, a escada da salvação que liga novamente o homem decaído a Deus veio do céu à Terra como um ato exclusivo de Deus. Não teve participação nenhuma do homem. Desta feita, a religião é uma criação humana e a religiosidade fruto desta religião. Os seguidores da religião, amantes do sistema religioso, não conseguem amar o ser humano e nem sabem lidar com o diferente. Estão em todas as Igrejas/denominacionais recriminando a festa proporcionada pela graça, a exemplo do filho religioso que ficou resmungando do lado de fora da festa seus direitos pelo esforço que fazia para ser aceito pelo seu Pai.

Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. “O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele! ’ Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’. Lucas 15:25-32

O religioso sempre tenta estragar a festa proporcionada pela Graça. Isso porque, um dos enganos de um religioso é pensar que seu trabalho e esforço para fazer a “obra” de Deus numa instituição religiosa o credencia a ter os olhares de Deus para recompensar a sua mais intensa dedicação. Um outro engano é achar que por trabalhar para Deus (evangelizar nas praças, nos ônibus, participar ativamente de todas as programações semanais da igreja, usar vestes apropriadas, se afastar de pessoas ímpias etc), promove no coração de Deus um amor especial, todo requintado em seu favor. Não, não, não! Deus fez festa para aquele que estava esquecido, no lamaçal do pecado, causado prejuízo financeiro e emocional para sua família, mas que resolveu voltar aos seus braços arrependido. Isso é graça! Que é totalmente incompreendida pela religiosidade. 

Definitivamente, não faz parte do dicionário religioso o termo graça, favor de Deus por alguém que não merece. Pode-se até pregar sobre graça, mas assim como os Atenienses cultuavam religiosamente ao DEUS DESCONHECIDO, os religiosos atuais falam da graça, mas a desconhecem.

Então o levaram a uma reunião do Areópago, onde lhe perguntaram: “Podemos saber que novo ensino é esse que você está anunciando? Você está nos apresentando algumas idéias estranhas, e queremos saber o que elas significam”. Todos os atenienses e estrangeiros que ali viviam não cuidavam de outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades. Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio. Atos dos Apóstolos 17:19-23

Enquanto Cristo diz que devemos amar o nosso próximo como amamos a nós mesmos (Mateus 22.39), o religioso “ama” todo aquele que entrar no sistema religioso. Por isso é tão fácil abandonar quem não conseguiu se vestir como eles, falar como eles, se dedicar a denominação como eles. Há uma luta incansável para colocar na mente do “decidido” as doutrinas pregadas pela denominação. 

A religiosidade tem aparência. A graça não. A moda da religiosidade parece ser confortável, mas quem decide vesti-la entra num sistema escravizador, visual e separativo. A graça simplesmente não tem moda, não é visual nem procura separar. Quem resolve vestir a graça, percebe que não há o que vestir, é preciso antes se despir. Quem encontra a graça, vive pelado, nu. Não há barganhas, não há exigências, não há cor a não ser a cor da própria pele. Somos todos iguais, únicos, apresentados diante de Deus como fomos formados, sem interferências humanas. Nos apresentamos do jeito que somos, já que a moda procura esconder os defeitos de quem veste. E aprendemos a sermos aceitos por Deus da forma que somos, e descobrimos o poder transformador da graça, em nos tornar melhores do que somos. Esse é o Deus que muitos religiosos desconhecem. Precisamos pregá-lo e nos despir para encontrarmos essa tão graciosa graça. 

Com amor,

Gladyston Santana

As mulas são mais inteligentes

Publicado: 5 de maio de 2014 em Uncategorized

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Inadmissível saber que um “boato” maldoso sobre uma mulher que sequestrava crianças para oferecê-las em rituais de magia negra levou um grupo de pessoas a fazerem justiça com suas próprias mãos. Essa mulher não resistiu aos golpes enfurecidos da população e morreu no hospital.

O mundo está cada vez mais insano. De repente você está caminhando tranquilamente por uma rua e um louco desconhecido grita apontando para você: “Esse cara aqui é um estuprador”. Não demora muito e aparecem vários outros malucos para pegá-lo e desejosos por “justiça”, promovem com suas próprias mãos um espetáculo injusto e sangrento.

Parece que a definição de Salomão em Provérbios 6.17, fazendo referência a pessoas deste tipo em sua época, torna-se cada vez mais real em nossos dias atuais. Pessoas como estas tem olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente”. 

Mas o que esperar de uma sociedade que trata os valores morais como esterco?

Absolutamente nada!

Por Gladyston Santana

Acesse e leia esta notícia:

http://noticias.r7.com/fala-brasil/videos/morre-mulher-espancada-por-justiceiros-no-guaruja-sp-05052014

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2014/05/05/interna_brasil,502047/mulher-acusada-de-sequestrar-crianca-e-linchada-no-guaruja.shtml

 

 

#eutambémsoubarro

Publicado: 29 de abril de 2014 em Uncategorized

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Um dos acontecimentos mais noticiados nestes dias foi a atitude do jogador do Barcelona Daniel Alves em comer uma banana jogada no gramado por um torcedor racista ignorante, quando este se preparava para cobrar um escanteio. 

Logo depois, passamos a ver uma onda de apoio ao jogador entre os famosos e até desconhecidos postando fotos com uma banana com a seguinte frase: #somostodosmacacos. Será? 

Não quero tirar o mérito da campanha que tem uma verdade implícita em mostrar a todos que somos iguais, entretanto como cristãos não devemos declarar que somos macacos, porque na verdade não somos. Conforme a Bíblia, fomos formados do barro pelas mãos do Deus Criador (Isaías 64:8).

Na história de Jó, quando de forma trágica perdeu sua família, bens e saúde, um de seus amigos que o acusavam em vez de ajudá-lo disse uma verdade:

Sou igual a você diante de Deus; eu também fui feito do barro. Jó 33:6

Que possamos dizer NÃO a este tipo de prática insana, que é o racismo. Afinal #eutambémsoubarro.

Com amor,

Gladyston Santana

 

Celebração e Sacrifício

Publicado: 17 de abril de 2014 em Uncategorized

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Quando fui procurar uma imagem no Google para postar sobre páscoa, apareceu centenas de imagens de ovos e coelhos. Isso não é diferente quando o Natal chega onde comemoramos o nascimento de Jesus, nas pesquisas aparece um velho gagá de barbas brancas, o “papai noel”.

Há uma tentativa na Páscoa e no Natal de mudar o foco do verdadeiro sentido. No Natal, a figura mais lembrada não é o aniversariante Jesus, mas o “bom velhinho”. Na Páscoa, data que agora estamos vivenciando, o sentido da morte e ressurreição de Cristo é substituída pela imagem de um coelho que nos oferece deliciosos ovos de chocolates. E esse apelo consumista constantemente evidenciado nesta época do ano, tem não só alcançado o nosso bolso, mas também o nosso coração. Trocamos a reflexão pelo paladar. Coisa “natural” em nosso tempo.

Páscoa tem a ver com celebração, não de ovos ou de coelhos, mas da nossa liberdade em Cristo Jesus por intermédio de seu sacrifício na cruz e ressurreição.

Aquele que não cometeu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus (2 Coríntios 5.21).

Os Judeus celebram esse dia como uma forma de gratidão a Deus por ter sido liberto da escravidão no Egito. Nós celebramos o sacrifício de Cristo na cruz em morrer em nosso lugar por amor e ao terceiro dia ressuscitar, nos dando assim o direito de sermos libertos da escravidão do pecado que lateja dentro de nós. Não somos mais escravos, sujeitos à obediência insana da nossa natureza humana decaída. Somos livres, mesmo que limitados e pecadores. 

Esta data não deve ser responsabilidade apenas da Igreja em lembrar o verdadeiro sentido da Páscoa através de uma programação especial no domingo a noite. A Páscoa deve ser uma atitude reflexiva e prática em nosso coração que se diz cristão. Deve ser uma continuação da nossa vivencia cristã durante todo o ano. Deve ser celebrada em nossa família, em nossa casa, em nosso trabalho ou faculdade. Deve ser transmitida através de nosso testemunho que vivencia esta liberdade transformadora deste Cristo real e amoroso que resolveu assumir o nosso lugar na cruz. 

Que possamos resgatar o verdadeiro sentido desta data e não sermos complacentes com esta visão diabólica e consumista de nosso tempo. Até os coelhos não botam ovos.  

Com amor,

Gladyston Santana